Review: The Last of Us 2


Um dos jogos mais aguardados chegou! The Last of Us 2 é um jogos mais esperados de 2020, e finalmente chegou ao mercado para alegria de muitos, depois de alguns vários adiamentos por diversas razões, incluindo polimento do jogo e a pandemia que estamos vivendo. Na prática, em The Last of Us 2, Ellie assume o papel como protagonista principal e totalmente controlável no lugar de Joel, e o usuário pode experimentar uma personagem mais rápida e ágil, o que ajuda bastante no gameplay de forma prática. Além disso, no mundo pós-pandêmico apresentado no primeiro título da série continua, e mostra tanto a evolução dos infectados quanto dos humanos “saudáveis” e a construção de diferentes grupos e sociedades.

Provavelemente você já deve ter lido algo sobre antes e sim, o jogo é bastante violento e possui várias novas mecânicas aplicadas, com bastante atenção aos mínimos detalhes e as possibilidades de aparição dos infectados em sua direção. Em relação à história, o jogo pode agradar alguns e decepcionar outros jogadores. Isso porque (sem spoilers), a trama traz uma reviravolta que muda completamente o destino de vários personagens no mapa.

Na prática, The Last of Us 2 mostra diferentes perspectivas, e o usuário se vê em diferentes lados ao longo de toda a história apresentada. Por essa razão, é literalmente natural ter uma torcida pela protagonista, mas em muitos momentos essa lealdade é confrontada. É importante ressaltar que, na minha opinião, a história está muito bem amarrada, e todos os detalhes importam, mas podem desagradar alguns jogadores por conta de algumas cenas.

Eu fiz várias streams do jogo no YouTube e posso afirmar que vale a pena utilizar um headset ou headphone, para ter uma experiência ainda mais imersiva (assustadora em alguns momentos) e com foco total no que está acontecendo na história. Desde os sustos com algum infectado até o choque com as revelações, todas as sensações do game estão bem interessantes. Os detalhes também na parte sonora são incríveis.

Ainda assim, é importante e válido mencionar que o The Last of Us 2 (Part II) se passa quatro anos após os acontecimentos do primeiro título da série. Por essa razão, para quem ainda não jogou o The Last of Us original, pegar a história no meio pode ser complicado, mas a continuação é bem autossuficiente, embora seja recomendado jogar o título anterior. Vale lembrar que é justamente a partir dos acontecimentos da reta final desse clássico que todo o enredo de The Last of Us 2 se desenvolve de forma mais intensa.

Em geral, o contexto do jogo é um Estados Unidos completamente diferente e dominado por um mundo pós-pandêmico, em que humanos infectados por um fungo até então desconhecido tiveram partes do cérebro modificadas – uma espécie de apocalipse zumbi, que se passa a basicamente querer dominar tudo e todas. Logicamente, também elimitar todos que estão ao seu redor. As pessoas que não foram infectadas tentam se organizar de diferentes formas, levando ao surgimento de diversos grupos comunitários.

Outra curiosidade é que agora Ellie tem exatamente 18 anos, e suas relações e análises são mais maduras. Além disso, após os grandes acontecimentos vivenciados logo no final de The Last of Us, ela e Joel vivem em Jackson, Wyoming, onde há uma comunidade relativamente amigável e unida que vive em paz. Depois de algumas complicações durante uma patrulha, Ellie se vê a caminho de Seattle, no norte dos Estados Unidos para uma grande missão e busca (por conta dos spoilers, não mencionarei).

Com base na minha experiência, posso afirmar categoricamente que a jogabilidade não sofreu grandes alterações, e as limitações do primeiro game continuam presentes. Contudo, o jogo nos trouxe melhorias em algumas mecânicas, isso se dá em especial por conta da troca de Joel por Ellie como principal personagem controlável, resultando em mais agilidade para se esquivar de situações de risco e uma experiência até mais violenta do que o primeiro jogo.

É preciso ter atenção ao passar por lugares diferentes, pois existem vários itens e colecionáveis em lugares específicos. Ainda assim, as informações necessárias para missões secundárias durante o game, por exemplo, podem estar tanto no próprio cenário quanto em objetos encontrados pelo caminho, sendo interessante ficar de olho em todos os locais e procurar com calma. O jogo permite um “respiro” após conflitos de grande proporção, e dá um tempo para que o jogador consiga encontrar tudo que lhe pode ser útil em geral.

Em The Last of Us 2, também temos diferentes tipos de infectados, desde aqueles mordidos recentemente até os que ficaram anos e anos vivendo com o fungo em seus corpos e vivos até hoje. Alguns podem ser combatidos de frente, mas outros precisam de uma abordagem mais silenciosa. Há casos ainda que é melhor nem tentar: se possível, fuja do grande “problema”. De qualquer modo, a tensão máxima se dá com Stalkers, infectados muito mais inteligentes e que conseguem despistar o modo escuta de Ellie para atacar.

Assim como aconteceu na primeira parte da franquia, o novo joga da Naughty Dog explora bem e bastante todos os mínimos detalhes na prática. Além disso, Ellie encontra não apenas mantimentos, mas também itens colecionáveis – conforme falado anteriormente, anotando algumas impressões em um caderno que o usuário pode acompanhar para entender melhor o que se passa na cabeça da protagonista, apresentando também easter eggs e referências incríveis.

Minha Opinião
  • Gráficos
  • Interface
  • Enredo
  • Diversão
  • Jogabilidade
  • Funcionalidades
4.8

Conclusão

Certamente, The Last of Us 2 tem alguns aspectos que deixam a desejar, mas não tiram o brilho do excelente jogo e obra de arte da Naughty Dog. Na prática, mesmo com a mudança da percepção quanto aos protagonistas, o jogo certamente surpreende no enredo e pode ser literalmente difícil parar de jogar em alguns momentos, especialmente por conta do gameplay envolvente.

Eu literalmente fiquei horas e horas jogando e não consiga parar, pois o gameplay é simplesmente incrível e imersivo. É bom respirar de vez em quando, seja para descansar os olhos ou para absorver todas as informações. O gameplay, mais uma vez, é um ponto positivo, com mapa que permite uma boa exploração e inimigos ainda mais difíceis de enfrentar, sendo necessário pensar com cuidado seus passos para derrotá-los.

Além disso, toda a ambientação e atenção aos detalhes do mapa são pontos que também merecem destaque, além de possibilitar uma imersão maior no mundo pós-infecção, o jogo traz referências do mundo antigo do jogo anterior, bem como vários easter eggs disponíveis ao redor do mapa, além de falas que nos trazem uma perspectiva ainda mais cativante. Sem dicas, mas vale a pena dar uma atenção especial em avisos, posters e diversos panfletos espalhados pelo mapa.

E você, o que achou do novo The Last of Us 2? Compartilhe! 🙂

Meu nome é Juan, tenho 21 anos, sou empresário, investidor, blogueiro, streamer e podcaster. Com muito orgulho comecei meu primeiro negócio aos 10 anos de idade utilizando uma conexão limitada no Brasil, especificamente numa cidade de interior.