Qual a minha opinião sobre a educação brasileira?

Olá novamente, tudo bem? Muitos que me acompanham perguntam a minha opinião sobre a educação brasileira: há melhoras ou pioras? Quem acompanha minha história sabe, já estudei tanto em escola pública (municipal) quanto em escola particular. Logo, pude constatar na prática a realidade das 6 instituições de ensino as quais fiz parte.


Imagem/Reprodução: Portal Brasil

Não é sempre que apenas uma estatística é o suficiente para dar um bom panorama da realidade. O mais comum é que seja preciso analisar diversas informações e números para realmente compreender o que está em “jogo”. Quem se debruça sobre o ensino médio brasileiro, porém, se depara com uma única estatística que parece sintetizar, de forma clara, a desastrosa situação desta etapa da educação “ultrapassada“: a taxa de evasão escolar.

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Durante o meu período escolar (até os meus 17 anos), chama a atenção o fato de que o Brasil vai mal em várias competências na área de Ciências, por exemplo, em como pensar cientificamente e utilizar a teoria na solução de problemas práticos. Isso demonstra que falta algo importante no nosso processo de ensino e que, talvez, tenhamos batido no teto de vidro no processo de melhoria.

A educação brasileira não ensina a pensar, mas sim copiar e decorar.

No Brasil, quando se fala nas teorias de maneira geral, em ensinar a pensar criticamente ou a formar cidadãos críticos, os professores “decodificam” isso, muitas vezes, como ensinar a visão de mundo deles para o aluno.

Isso NÃO é ensinar a pensar. Não tenho nada contra passar a visão do professor para o aluno, mas ensinar raciocínio crítico é ensinar a formular seus próprios juízos sobre os fatos, a raciocinar matematicamente, historicamente e cientificamente; é pesquisar evidências mais concretas.

Além disso, hoje, as noções transmitidas de política e cidadania estão flagrantemente contaminadas de conceitos “marxistas”, particularmente no ensino médio (por experiência própria). O que se ensina nas aulas de História, Sociologia, Geografia, e mesmo em Literatura ou Filosofia, não passa de doutrinação.


Imagem/Reprodução: Diários da Liberdade

Na maioria dos estados, a rede pública de ensino está sob controle de docentes sindicalistas, militantes partidários. Os textos escolares, quase sem exceção, empregam o vocabulário marxista, mesmo o mais ortodoxo, como “consciência de classe”, “luta de classes”, “modos de produção”, “exploração internacional”, “imperialismo americano” e a rotineira demonização do Capitalismo.

Por conta disso, o aluno que chega à Universidade vem “apto” aos esquemas mentais apreendidos de seus mal-formados mestres de Ciências Humanas. Para piorar, no nível superior vão deparar-se igualmente com professores assumidamente ou sutilmente tendenciosos à esquerda. Ali já teriam critérios próprios que os poderiam imunizar, na melhor das hipóteses. O mal porém já está feito, desde a adolescência, desde a formação de suas opiniões.

É bom ressaltar que, não estou dizendo que um lado está certo e o outro errado. Pelo contrário, ambos possuem suas diferenças e estas devem ser respeitadas. No entanto, essa escolha deve ser EXCLUSIVAMENTE do jovem e não por conta de uma influência e/ou “lavagem cerebral” de terceiros, sejam eles quem for.

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Aproveitando o “gancho”, gostaria de reiterar que educar para a cidadania é função da escola. Todas as nações de alguma maneira o fazem. Nos Estados Unidos, por exemplo, esta instrução se dá em nível técnico; governo, partidos, eleições, constituição, administrações regionais, etc. A disciplina da História transmitirá sentimentos patrióticos, sem etnocentrismos ou xenofobias.

Juan de Souza

Tenho 18 anos, Fundador & CEO do TFX Startup, uma empresa com produtos, serviços e projetos inovadores. Meu primeiro empreendimento foi aos 10 anos utilizando conexão dial-up (discada).